quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Tudo se resolve


Acordar bem cedo
Lavar o rosto da alma
Enxugá-la com lenço do silencio
Por um momento ser palavra, verso
Silenciar-me diante de vossa presença e de tantos outros também
Emudecer ruído provido no pensamento... o soar que em mim devoras ressequindo o pranto
Uma cantiga uma tocada

Vai-se... se arrastando pelo chão dos céus pelo chão dos meus
Vai para não ir, para não vir, para não voltar, para não ficar... simplesmente se vai, se esvai

E sob a lua que murmura haicais rabisco reticências e nada mais
Sou gênero
Genético
Poético peripatético

Acordar bem tarde
Abrir os olhos da alma, recolher o sonho
Estender as mãos e os passos, calar a voz do silencio, cativar o grito, o sorriso contido, descalçar os pés.

Conspiro meu universo a favor de alguns morangos... sede dos lábios de vossa boca vermelha.


Didiu   2012

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