quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Trapos de línguas más



Meus vídeos, clipes pratos prediletos, e para todos estes trapos de línguas, sopros e tapas para que também os tombem
Conduta clichêzinha barata de boteco, falácias, povo sem poesia, anti-românticos, olhos tortos para vida de outrem

Ofereço-vos doce cicuta numa taça ornamentada em ouro de altos quilates
E pelos ares mandar-vos-ei encontrar-me quiçá do outro lado da esquina.

* “_ Hey Roni, você viu o que aquele boçal escreveu no jornal?
    _ Oh! Eles não sabem de nós
    E os urubus continuam passeando a tarde inteira entre os girassóis”.

Didiu 2013


* Trecho incidental da música Betty Frígida (  Disco - Rádio Atividade - Blitz, 1983 )


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Pra gente (nossas mãos)



Corpos
Libido
Céus

Sobre os anjos das flechas
Eros, filho de Pínia e Poros

Emergiu poesia, permaneceu, instalou-se
Rogou a prece sem muita pressa,
Devagar delongou e nas entrelinhas sobre a pele sentenciou o gozo, o gosto bom repetido

E lá pelas tantas... mãos atentas em atos revisitaram vestígios dos tatos, e pelas curvas suavemente se fizeram deslizar

Contaria em prosa assim... uma história que a fizesse sorrir pra mim vezes repetidas, falaria no ritmo de sussurros pra gente sempre se perder.


 Didiu 2013

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Alguma poesia




Pernas entrelaçadas
Olhos nos olhos
Bocas Línguas
Corpos nus desinibidos pelas...
Pele pelos
Vontades pelas tardes
Idas saídas vindas
O intimo particular
Aos poucos soltos e o silencio deixando de existir

Deram-se as mãos, a cumplicidade, o porvir
Puderam amar o vento... o poema do amor
Ocasião desvendada pelos atos desatados nós...laços
Perceberam que estavam com a musica e ousaram repetir cada nota, cada toque... misturando-se pela noite, pela madrugada,
e os ventos uivaram pela fresta da janela.


Didiu 2013
 

domingo, 24 de novembro de 2013

com a pele à flor...


 Hoje, hoje amanheci com a pele à flor
Flor afrodisíaca que me desabrochou (re)inventando-me em versos, semeando em mim palavras novas, palavras desvairadas tortas
Amanheci com os meus secretos sonhos e meu sorriso tímido, com o sorriso intimo dela, um brilho terna pela minha branda lembrança perfumada.
Amanheci assim, de um jeito poético, lendo “Mãos Dadas”, proferindo pensamentos ainda não ditos por mim.
E o sol nascente com sua quentura morna, tornou-se cúmplice, testemunha-mor de minha ventura maior!
E dos meus rascunhos surgiu a permanecia, o sentimento da presença, uma continuidade de saudade que transbordou alma, (re)juntando-me, costurando em mim alguns haicais que falam de amor.

Ah, o que és o amor?
Amor à flor da pele
Um romance romântico
Uma nevoa um vento
Um sopro
Uma palavra
Um gozo
Um beijo...
Um amor.    

Didiu 2013



quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Ósculos nossos




Beijou-me ternamente de um jeito...
Eu a quis com todos os meus quereres
E nossos beijos...
Nossa pele
Nossas línguas
Enroscaram-se com a sede dos meus olhos, com os olhos meus, com os olhos dela
Que brilhavam seduzidos, induzidos, cúmplices
Cadenciados quão doce polida canção



Éramos dois
Éramos um

Me (re)fiz em cada curva fazendo silencio às alturas dizer murmurando e, no pensamento minha poesia feliz pousava pausadamente

Eu a beijei como nos sonhos
Minhas asas voaram alma adentro invadindo segredos


Didiu  2013