segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

ALGUMAS PALAVRAS ( 1, 2, 3, quatro, 5 ,6 ,7 )


Paladar devagar ...5,6,7... tempo suavemente imprevisto

Doses de uvas vermelhas, um drink

Versos esquartejados

Gotas e pensamentos destilados
Toda embriaguez nunca será castigada. E aquele beijo dilacerado por versos subversivos, deixado por rastros imaginários, nunca será apenas um sonho, ou porventura, e ou, quiçá apenas um desejo contido e construído somente pela vontade aguçada na alma. Será também belo, magnífico, indizível... Alem!
                                                                       
A chuva e meus óculos embaçados, música dançante, ritmo e efervescência úmida. Pelo asfalto pneus descalços...
Toda mitologia será abençoada, bendita hora!
A reza e o poema
Palavras e gozo

PALADAR APRESSADO...123... TEMPO ligeiro com asas libertas

Nas paredes do quarto 4 paredes no teto ventila(dor)


AMOR.   

Didiu 2017      

domingo, 20 de novembro de 2016

das palavras tintas delicadamente suave (seco cabernet sauvignon)


O gosto seco das palavras tintas delicadamente suave

Sabores e dissabores das dores horas e dose segundos inventados para um verso calmo, uma versão poética dum conto propositalmente incidental e forjado. Doses de taças embriagadas de sonhos e imaginações translúcidas. Lucidez conduzida, transbordada. Laços desatados e os pés descalços procurando trilhas e vestígios desbotados.


O gosto da lua triste pela janela rascunhando bordados entrelaçados ao som duma noite úmida. Narrativa cálida  


Sutileza descrita


 Nuvens para outro dia qualquer

Qualquer outro dia, outra noite. 


Didiu 2016

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

navegante dos versos tortos



Tuas asas abertas, sempre abertas providas de versos. Calado navegante aponta e rema insistentemente atravessando neblinas, restabelecendo sonhos.


Voou e amou o todo

Poetizou os céus, as nuvens brancas, as luas, as tuas… os sois – girassóis, as estrelas, os mares, as marés, os ventos, os cataventos, os moinhos de vento.
Poetizou a vida, cativou o amor, sorriu para as lágrimas, chorou o riso.

Despediu-se da dor

Entre rios... um terceiro sol, a terceira margem

Sonhos quaisquer

Admirações, amor, amores, o desejo, o delicado porvir
Pele, olhos, olhares, sorrisos e tatos.

Voou e amou o amor.



 Didiu 2016

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Ela (mademoiselle)


Ele estava lá, apreensivo, submerso e, sobretudo enigmaticamente estático. Entalados na sua garganta, verbos verberavam-se. Teus olhos emudecidos tremeluziam. E o sopro daquela imagem caprichosamente lhe murmurava ao pé do ouvido. Segredos, revelações, voluptuosos desejos... 


burburinhos

Vento cochichando: 


_É ela... É ela!

Didiu  2016

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

(des)construindo

Não...

Li num livro

Sim

Aprendi

Guardei num pedaço de papel com cor desbotada de pele leve suavemente forte


Fingi não ver

vir para fechar os olhos

Para ter sonhos trêmulos

Despertar silêncios castrados atados mudos

Pequenas e indiscretas de fato, palavras tais ousadas e acusadas. indiciadas por narrativas demasiadamente demagogas

Correndo correndo correndo desesperadamente em demasia...um suspiro para um fôlego. Correndo noite adentro dia a fora.


 E a chuva surgiu molhando os paralelepípedos.


Didiu 2016


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Silenciosamente

Permita-me dizer silenciosamente assim

A fim

Uma flor

Cor

Para mim

Permita-me querer

Sonhos

Nuvens e céus azuis com anjos noturnos em cavalos marinhos, lua e luares, lugares pelos longínquos confins  
Meio fim...vontade dissolvida num copo d’água pela manhã. Risco de embriaguez!

Fecho os olhos para que você me permita   

Janelas, portas, gavetas, entrelinhas... dizeres, prazeres, travessuras, travesseiros, lençóis, mares, mar, ar, loucura, lucidez...

Uma pausa - lagrimas e sorrisos. DEVANEIOS PELOS ARES, PELOS MARES DO ÂMAGO!


Me permita.

Didiu  2016




quarta-feira, 24 de agosto de 2016

num canto qualquer dum verso despetalado

A lua se põe supostamente no amanhecer dos versos dum despercebido poeta escondido nas entrelinhas do seu maldito ego

 lua meio tonta estonteante minguante

lua lua luar

lugares

campos de girassóis lunáticos e as cores dos muitos medos e duvidas distraidamente invisível

ocasião  das pétalas... flores desvairadas para uma dança sem musica e patética


a poesia, a lua e o poeta

a rua fria, a noite que aquece a madrugada... luzes, sombras, escuridão, cactos e cacos de palavras fúteis corriqueiras vindas com o vento.

A lua cresce
A lua desce... escorre pelos olhos
E o poeta despetalado – bem me quer mal me quer- gira só – sóbrio absoluto diante dum sol ainda distante.

Didiu 2016