terça-feira, 14 de abril de 2015

Sobre aquela noite e o nosso fim de tarde.



À procura dos teus
Minha boca faminta sedenta
Meus lábios percorriam teus lábios, minha língua devorava o doce do teu gosto
Colados nossos corpos ficaram
Mãos passavam suavemente pela pele, pelos arrepios dos pelos
Nossos olhos no olhos
Sobre o leito desarrumado, ritmo cadenciado dos nossos desejos
A tua boca devorava-me por inteiro

Tua nudez

Dançando em minhas coxas tremulas, os teus seios me acariciavam

À flor da pele arranquei-lhe o vestido deixando-a refém do meu intimo desejo

Tu escolheste o melhor batom vermelho para me engolir.

Didiu  2015 


terça-feira, 31 de março de 2015

fragrância manuscrita - poesia e pele



Pelo teu corpo: poesias
E em cada curva um verso meu
Haicais pelas pernas e antebraços
Em tuas mãos alguns sonetos, contos e crônicas, espalhadas e delineadas
Minha linguagem transcrita, verbalizada em teus seios

Tua boca, tuas mãos
Fragrância de rosas púrpuras
Gosto do mel

Poesias pelo teu corpo
Contornos, manuscritos , escritos tatuados  
Em teu dorso uma máxima
E o meu corpo mimeografado pelo teu.

Didiu 2015


domingo, 29 de março de 2015

lentamente devagar (com amor e afeto)




Havia navios, barcos a vela, nuvens de boa vontade nos céus

A lua deitada,
 cadenciadas estrelas desenhadas ao lado do rosto dela, e o sol nascente da janela do meu sonho que se firmava e nomeava estrelas cadentes para homenageá-la

Nossos corpos desvairados entregues e desarmados de pudor na cadencia dos murmúrios, sons e o gozo.
Prevaleceu a tranquilidade e o repouso   
   
As horas perpassavam pelos nossos poros transpirados e reluzentes, traduzidos nas poesias e nas palavras que se encaixavam simetricamente na cama. 

O pôr do beijo delicadamente voraz – havia luz nos olhos, movimento (des)atento sobre os travesseiros amarrotados, alinhavados, e o nome dela em mim. 

Assim...
De um jeito agradável

Gestos...

permaneceu suave.

Didiu 2015


quinta-feira, 26 de março de 2015

levemente ( com amor e um beijo )



Comportadinha ou comportadíssima
Não importa a cor do teu batom
Nem tão pouco a cor da luz de neon
Eu quero é arrancar, suspirar um beijo teu
A minha boca na tua boca
E a tua roupa repousada no chão
No chão da sala
No chão da cama
No chão da alma
Nós dois nus
Despidos das vergonhosas vergonhas

E os meus dedos atrevidos
E as nossas línguas sob o delito da cumplicidade até tarde pelas longas horas da noite num quarto de hotel

Num belo horizonte
Num vir do porvir.

Didiu 2015