domingo, 24 de novembro de 2013

com a pele à flor...


 Hoje, hoje amanheci com a pele à flor
Flor afrodisíaca que me desabrochou (re)inventando-me em versos, semeando em mim palavras novas, palavras desvairadas tortas
Amanheci com os meus secretos sonhos e meu sorriso tímido, com o sorriso intimo dela, um brilho terna pela minha branda lembrança perfumada.
Amanheci assim, de um jeito poético, lendo “Mãos Dadas”, proferindo pensamentos ainda não ditos por mim.
E o sol nascente com sua quentura morna, tornou-se cúmplice, testemunha-mor de minha ventura maior!
E dos meus rascunhos surgiu a permanecia, o sentimento da presença, uma continuidade de saudade que transbordou alma, (re)juntando-me, costurando em mim alguns haicais que falam de amor.

Ah, o que és o amor?
Amor à flor da pele
Um romance romântico
Uma nevoa um vento
Um sopro
Uma palavra
Um gozo
Um beijo...
Um amor.    

Didiu 2013



quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Ósculos nossos




Beijou-me ternamente de um jeito...
Eu a quis com todos os meus quereres
E nossos beijos...
Nossa pele
Nossas línguas
Enroscaram-se com a sede dos meus olhos, com os olhos meus, com os olhos dela
Que brilhavam seduzidos, induzidos, cúmplices
Cadenciados quão doce polida canção



Éramos dois
Éramos um

Me (re)fiz em cada curva fazendo silencio às alturas dizer murmurando e, no pensamento minha poesia feliz pousava pausadamente

Eu a beijei como nos sonhos
Minhas asas voaram alma adentro invadindo segredos


Didiu  2013

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Um sonho animadamente animado



A realidade é tarde
Logo de manhã bem cedo amanhece
Vou de trem pela ferrovia aérea dos sonhos que sonhei outro dia
Pelo vazio preenchendo espaços, caí
                                   no sono outra vez,
                                   como na primeira vez
                                   no mesmo lugar




A realidade foi-se. Raridade que clareou o (in)finito que fiz aqui

Naquele sonho doutro dia, ela passou batom e me mandou um beijo assim:

Eu estava dentro do enquadramento perfeito, fui abduzido por ele
Noite fez-se dia animadamente cheio de cores

E o coelho me dizia:

_ Não falei!
_ Não lhe disse que era assim!



Didiu  2013

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Poesia para a lua fotografada



Alongo-me pelo efêmero tempo que passa ligeiro por mim escapulindo pela janela
Arranjo-me em metáforas
Por isso, a lua fez-se luz de ribalta no céu com nuvens servindo de moldura
E o meu olhar agora também emoldurado pela cena posta, entrega-se pelo encanto tornando-se dela refém
Sob a tua luz arredondada me ancoro ao poema sobre minha mesa de vidro transparente, mergulhado na direção contrária à face dos meus emblemáticos paradoxos, abro portas, gavetas e janelas, elevo minha alma fazendo desta lua, progenitora dos meus contos e poemas

Oh, Ligeira lua que passa pelo meu pensamento!
Passa, perpassa
Cheio de versos e prosas e alguns tantos devaneios
Estaciona... pousa

Lua que me vê
Que me tem como refém
Que adormece no meu leito solene
E ao meu lado, comigo segue...

Oh, lua!
Oh, lua!


Por ti me tornei poeta das letras tortas, dos versos soltos, dos atentos olhos que rascunha lágrimas e sorrisos derrama.

Saúdo-te!


Didiu 2013