quarta-feira, 18 de setembro de 2019

palavras que ficam - corpos colados


Mordidas que ficam no calor dos corpos.
Nus, unidos, colados.

 A fragrância do sonho, de sonhos a se sonhar.

Do silencio solto nas pontas dos pés descalços sobem versos

Pecado absolvido
Um Doce pecado
Uma palavra benquista açucarada

Sobem versos rio acima
E dos olhos negros lembrança que passa perpassa percorre, reincide 
(Cheiro de noites pétalas vermelhas brancas perfumadas)

Frases, confluências, todas as reticencias possíveis aproximáveis     

Descem rimas rio abaixo
E a lua absoluta testemunha cheia
Lua cheia branca lírica
Que nos contempla nos incendeia
Que faz de nós um só candeeiro
Fragmentos cancioneiros.

Didiu  2019
       



sexta-feira, 3 de agosto de 2018

aos olhos do jeito dela

Aos olhos dela

As marés, nuvens barcos sem vela
Sinuosa para recomeçar
Sonhos que não voltam para falar RESPOSTAS

Num tom sem voz para se acostumar
O verso
O som
O vento o mar

E um desaparecer num instante
aos olhos dela,

 foi só uma brisa que passou
 do jeito dela.

Didiu  2018
fotografia - Dê Navarro



sábado, 28 de abril de 2018

Um mês e dose versos

Poesia diabética losartana potássica 50mg

gira gira O mundo
transa transações traslados transcritos,  noites e dias infindáveis

uma crônica para mim

perpetuo continuo, palavras estranhas desabrochando

ponteiros tortos

digitais colorindo os relógios do meu tempo clandestino.



Didiu 2018


quinta-feira, 12 de abril de 2018

procurando

Gosto de ouvir gostos que me agradam

Aqueles que me deixam perdido rastejando cego pelo chão

Torno-me refém, mas, não ligo

Os sonhos se constroem pelas madrugadas adentro dentro de nós, almas sedentas pelas afrodisíacas vontades que se espalham, multiplicam

Afagos...    fendas

Poesias curtas por onde me alongo

Estico-me nas reticências, olhares e prosas, flores amarelas
Levo-me para passear
No instante do pensamento vontade brota, apronta
Sou longínquo lugares, olhos que percorrem suave

sentido

passagens...  caminhos
rascunhos, entrelinhas
linhas curvas flores
pretas brancas cores
traços folhas laços

entrelaçados sonhos com os olhos abertos procurando palavras nos semáforos, nas luzes da cidade torta, nos carros automóveis, no silêncio dos prédios 

- amontoado de janelas. Versos na dança arquitetônica.

. "Poesia me transcende”


Didiu 2018


terça-feira, 25 de abril de 2017

devaneio drink - chocolates e xícaras

Cafés e chocolates
Sonhos e valsas
Um drink, uma vodka... Vinhos e vindas, noites e vidas.

Poesia num guardanapo (rascunhos)... Pensamento para guardar o adormecer.
Versos... rimas, filhas da noite clara
Lua minguante posta
Um céu com licores para Dionísio, festas e voos imaginários, o tinto do vinho seco que arranha versos para amanhecer em narrativas prosas.
Chocolate quente e uma xícara de chá noturno, porção de ritmadas estrelas para mim

Tudo que for
Tudo que vir

O desatino desvairado avesso!

Didiu 2017

terça-feira, 18 de abril de 2017

Poesia para João Guilherme

Um riso que engatinha
Ciranda cirandinha

_ Mas tu és apenas ainda sementinha!

Que cresce que brota para mais tarde... pelas manhãs, antes de dormir... dar bocejos, cambalhotas e gracejos

João
Joãozinho
Don João Guilherme do além mar

Vem chegando, navegando pelo materno ventre
Vem trazendo sorrisos novos, novas boas novas, a ternura límpida, a terna ternura.

Vem chegando, papai e mamãe já estão aprontos com cantigas de ninar, com cantigas para colorir os sonhos teus.

Vem chegando...

Venha, seja bem-vindo ao som de um berimbau poético berimbau!


Didiu 2017



    

prolongado


Noite, madrugada, e o silencio deposto pelo pensamento inquieto decorrente de uma quentura que aquece minhas vontades em fogo mole brando.
Asas para mim.
Para um voo livre e insólito...    inimaginável leveza, Minh'alma, meu âmago.  
Introjecto-me em sonhos, pelos céus, pelos ares, nos arredores, sabores, dissabores, pelos olhos que fazem-me amanhecer sob um sol qualquer que incansavelmente caminha pelas travessias das tardes.

Nuvens no meu quarto, minhas quatro paredes e um vento invasor pela fresta

Sons
Tons
A dança das cores

Doses de insônia e uma sede insaciável

Asas para mim!

Para um mergulho em meus mares, minhas águas turvas, minhas marés.


(Re)faço-me em mudo segredo.

Didiu 2017