terça-feira, 11 de abril de 2017

corpo vento torto

Embriagando-me de versos, dos avessos da vida... do sólido oblíquo, da música incidental... Pausa para as reticências
Trilha sonora.
Primeiro ato: eu, monólogo a dois
Segundo ato: devaneios - pensamentos despetalados à flor da pele... Embarcação clandestina, argonauta que não sou.

O epílogo: "distraídos venceremos".

 o eco

O copo

A embriaguez da alma, o corpo vento torto.


Didiu 2017


para ela (poesia para um poema)

Põe-se poesia

Poesia que se põe

para ao lado dela poder descansar, e no sonho tocar o verbo

poesia que desabrocha, que desperta, que se atreve para no verso (re)pousar


  Poesia para ela sob uma lua quase cheia,

entre nuvens pequeninas e estrelas dentro de um céu com cor de Abril.

Poesia para os olhos dela, uma brisa de outono, uma valsa, uma dança

o tinto vinho, uma branda flor.

 Uma chuva fina que cai, um terceto, um soneto, o sol da manhã


Poesia para a cor dos sonhos dela

  segredos, desejos... a palavra oculta


Poesia para um poema

Uma sonata de amor.  

Didiu 2017





Morangos

Vermelhos, os morangos

Sabor do ensejo, do desejo
Das línguas, da mordida que fica
sobre a pele suave nua, entre bocas rosadas o morango do amor
Do sorriso nos olhos
Dos sonhos, das lembranças
Dos tantos indivisíveis encontros e desencontros
Do porvir
Da pétala-flor!

Vermelhos, os morangos.

Didiu 2017


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

ALGUMAS PALAVRAS ( 1, 2, 3, quatro, 5 ,6 ,7 )


Paladar devagar ...5,6,7... tempo suavemente imprevisto

Doses de uvas vermelhas, um drink

Versos esquartejados

Gotas e pensamentos destilados
Toda embriaguez nunca será castigada. E aquele beijo dilacerado por versos subversivos, deixado por rastros imaginários, nunca será apenas um sonho, ou porventura, e ou, quiçá apenas um desejo contido e construído somente pela vontade aguçada na alma. Será também belo, magnífico, indizível... Alem!
                                                                       
A chuva e meus óculos embaçados, música dançante, ritmo e efervescência úmida. Pelo asfalto pneus descalços...
Toda mitologia será abençoada, bendita hora!
A reza e o poema
Palavras e gozo

PALADAR APRESSADO...123... TEMPO ligeiro com asas libertas

Nas paredes do quarto 4 paredes no teto ventila(dor)


AMOR.   

Didiu 2017      

domingo, 20 de novembro de 2016

das palavras tintas delicadamente suave (seco cabernet sauvignon)


O gosto seco das palavras tintas delicadamente suave

Sabores e dissabores das dores horas e dose segundos inventados para um verso calmo, uma versão poética dum conto propositalmente incidental e forjado. Doses de taças embriagadas de sonhos e imaginações translúcidas. Lucidez conduzida, transbordada. Laços desatados e os pés descalços procurando trilhas e vestígios desbotados.


O gosto da lua triste pela janela rascunhando bordados entrelaçados ao som duma noite úmida. Narrativa cálida  


Sutileza descrita


 Nuvens para outro dia qualquer

Qualquer outro dia, outra noite. 


Didiu 2016

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

navegante dos versos tortos



Tuas asas abertas, sempre abertas providas de versos. Calado navegante aponta e rema insistentemente atravessando neblinas, restabelecendo sonhos.


Voou e amou o todo

Poetizou os céus, as nuvens brancas, as luas, as tuas… os sois – girassóis, as estrelas, os mares, as marés, os ventos, os cataventos, os moinhos de vento.
Poetizou a vida, cativou o amor, sorriu para as lágrimas, chorou o riso.

Despediu-se da dor

Entre rios... um terceiro sol, a terceira margem

Sonhos quaisquer

Admirações, amor, amores, o desejo, o delicado porvir
Pele, olhos, olhares, sorrisos e tatos.

Voou e amou o amor.



 Didiu 2016

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Ela (mademoiselle)


Ele estava lá, apreensivo, submerso e, sobretudo enigmaticamente estático. Entalados na sua garganta, verbos verberavam-se. Teus olhos emudecidos tremeluziam. E o sopro daquela imagem caprichosamente lhe murmurava ao pé do ouvido. Segredos, revelações, voluptuosos desejos... 


burburinhos

Vento cochichando: 


_É ela... É ela!

Didiu  2016