sexta-feira, 11 de novembro de 2016

navegante dos versos tortos



Tuas asas abertas, sempre abertas providas de versos. Calado navegante aponta e rema insistentemente atravessando neblinas, restabelecendo sonhos.


Voou e amou o todo

Poetizou os céus, as nuvens brancas, as luas, as tuas… os sois – girassóis, as estrelas, os mares, as marés, os ventos, os cataventos, os moinhos de vento.
Poetizou a vida, cativou o amor, sorriu para as lágrimas, chorou o riso.

Despediu-se da dor

Entre rios... um terceiro sol, a terceira margem

Sonhos quaisquer

Admirações, amor, amores, o desejo, o delicado porvir
Pele, olhos, olhares, sorrisos e tatos.

Voou e amou o amor.



 Didiu 2016

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Ela (mademoiselle)


Ele estava lá, apreensivo, submerso e, sobretudo enigmaticamente estático. Entalados na sua garganta, verbos verberavam-se. Teus olhos emudecidos tremeluziam. E o sopro daquela imagem caprichosamente lhe murmurava ao pé do ouvido. Segredos, revelações, voluptuosos desejos... 


burburinhos

Vento cochichando: 


_É ela... É ela!

Didiu  2016

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

(des)construindo

Não...

Li num livro

Sim

Aprendi

Guardei num pedaço de papel com cor desbotada de pele leve suavemente forte


Fingi não ver

vir para fechar os olhos

Para ter sonhos trêmulos

Despertar silêncios castrados atados mudos

Pequenas e indiscretas de fato, palavras tais ousadas e acusadas. indiciadas por narrativas demasiadamente demagogas

Correndo correndo correndo desesperadamente em demasia...um suspiro para um fôlego. Correndo noite adentro dia a fora.


 E a chuva surgiu molhando os paralelepípedos.


Didiu 2016


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Silenciosamente

Permita-me dizer silenciosamente assim

A fim

Uma flor

Cor

Para mim

Permita-me querer

Sonhos

Nuvens e céus azuis com anjos noturnos em cavalos marinhos, lua e luares, lugares pelos longínquos confins  
Meio fim...vontade dissolvida num copo d’água pela manhã. Risco de embriaguez!

Fecho os olhos para que você me permita   

Janelas, portas, gavetas, entrelinhas... dizeres, prazeres, travessuras, travesseiros, lençóis, mares, mar, ar, loucura, lucidez...

Uma pausa - lagrimas e sorrisos. DEVANEIOS PELOS ARES, PELOS MARES DO ÂMAGO!


Me permita.

Didiu  2016




quarta-feira, 24 de agosto de 2016

num canto qualquer dum verso despetalado

A lua se põe supostamente no amanhecer dos versos dum despercebido poeta escondido nas entrelinhas do seu maldito ego

 lua meio tonta estonteante minguante

lua lua luar

lugares

campos de girassóis lunáticos e as cores dos muitos medos e duvidas distraidamente invisível

ocasião  das pétalas... flores desvairadas para uma dança sem musica e patética


a poesia, a lua e o poeta

a rua fria, a noite que aquece a madrugada... luzes, sombras, escuridão, cactos e cacos de palavras fúteis corriqueiras vindas com o vento.

A lua cresce
A lua desce... escorre pelos olhos
E o poeta despetalado – bem me quer mal me quer- gira só – sóbrio absoluto diante dum sol ainda distante.

Didiu 2016


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Ana



Ana tem os olhos negros de pérola, olhos cálidos e a pele clara e branda
Ana sorri
Smile

Excuse me, mas ela sorri
Com asas para o voo
Junto aos pássaros
Que migram para os céus dos sonhos distantes

O mundo aos olhos dela... Alma que dança, baila, flutua esquiva... estica, cativa.
Ana dos versos nos pés, nas pontas dos dedos e das mãos aponta apronta música, uma canção de amor para ela.

Ana
Mar
ondas e o oceano
Palavras pelas marés

A
N
A

Didiu  2016



segunda-feira, 11 de julho de 2016

melodicamente em mim

Linhas... o tinto Adiante, diante dela:

A lua

A música que brinda e eu olhando, ouvindo atenciosamente os instantes... versos que giram
O efêmero que se esvai...
O sorriso esticando, tocando as vontades... transcendendo
À noite pela madrugada que se arrasta devagar ligeiramente pálida e branda
O suave doce... seco da cor da uva, semi-seco adicionado aos tons pastel
Cores fortes me suavizam... sinto-me sentido sentindo sentidos
                                                                            
Paginas dum disco... uma taça, uma dança, silencio que grita que compõe sonetos

Um brinde...

Para uma véspera a espera, a espreita numa esquina qualquer de um desejo qualquer, de uma esperança qualquer. Sons sonolentos para uma crônica, para uma aranha tecelã esboçadeira de teias, de pensamentos moldados em paredes desbotadas com cascas soltas e dissolvidas pela generosidade do tempo.

Folhas brancas e pálidas

Um texto porvir... um beijo destilado. E na memória da melhor faixa (nas entrelinhas): um tímido sorriso bucólico.  O som do frio pelas frestas, e os parágrafos ordenados indagando-se entre si sobre uma provável interferência dum insight inquieto pronto para dizer

Andando com segredos e melodias nos bolsos

Estrofes, versos
Amor mar sonhos e uma brisa leve
Sorrateira brisa leve
Que move e remove
E dissolve
Abrevia


Didiu 2016