quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Alinhavando



Pousa noite pausa o dia



Luas sóis aqui dentro de fora impelem pulsam

Pequeno, sou grande vou estando assim

(Des)compasso esquinas turvas curvas

Diante de mim instantes tecendo

Descendo resoluto ameno

Aflorando versos insólitos avessos



Anjos... tortas asas, doces sonhos...  mel

Noite adentro cordial, dia a dia após dia



Posso remar contra todos os tontos ventos

Marear amar MAR

Alinhavar céus para voar AR



E pelos ares meus quereres podem

E pelos mares meus quereres mordem



Alongo noites alongo os dias


Didiu 2014

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Postagem nova para cinema mudo



Ruas estendidas... crianças doces e contentes pulando amarelinha, o vir-a-ser dos vira-latas revirando fábulas e do outro lado da rua desbotada, memórias intimas dum cabisbaixo poeta pós-moderno.
Pernas pálidas nuas, insinuosas silhuetas, bocas, tons, batons, rosas pétalas flores. Dos amores aos desamores encontrando desencontros – olhos envaidecidos vagamente transitando, denunciando gotas de lágrimas frouxas, ausência de um sorriso que poderia de alguma forma suborná-lo  

E a sorridente menininha atravessou a rua e uma pequena flor lhe entregou
Por alguns instantes houve silencio, uma lágrima desprendida e logo em seguida sorriso desabrochou

E com o perfume o vento emanou pétalas para mal me quer, pétalas para bem me quer.



Didiu 2014





quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Trapos de línguas más



Meus vídeos, clipes pratos prediletos, e para todos estes trapos de línguas, sopros e tapas para que também os tombem
Conduta clichêzinha barata de boteco, falácias, povo sem poesia, anti-românticos, olhos tortos para vida de outrem

Ofereço-vos doce cicuta numa taça ornamentada em ouro de altos quilates
E pelos ares mandar-vos-ei encontrar-me quiçá do outro lado da esquina.

* “_ Hey Roni, você viu o que aquele boçal escreveu no jornal?
    _ Oh! Eles não sabem de nós
    E os urubus continuam passeando a tarde inteira entre os girassóis”.

Didiu 2013


* Trecho incidental da música Betty Frígida (  Disco - Rádio Atividade - Blitz, 1983 )


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Pra gente (nossas mãos)



Corpos
Libido
Céus

Sobre os anjos das flechas
Eros, filho de Pínia e Poros

Emergiu poesia, permaneceu, instalou-se
Rogou a prece sem muita pressa,
Devagar delongou e nas entrelinhas sobre a pele sentenciou o gozo, o gosto bom repetido

E lá pelas tantas... mãos atentas em atos revisitaram vestígios dos tatos, e pelas curvas suavemente se fizeram deslizar

Contaria em prosa assim... uma história que a fizesse sorrir pra mim vezes repetidas, falaria no ritmo de sussurros pra gente sempre se perder.


 Didiu 2013

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Alguma poesia




Pernas entrelaçadas
Olhos nos olhos
Bocas Línguas
Corpos nus desinibidos pelas...
Pele pelos
Vontades pelas tardes
Idas saídas vindas
O intimo particular
Aos poucos soltos e o silencio deixando de existir

Deram-se as mãos, a cumplicidade, o porvir
Puderam amar o vento... o poema do amor
Ocasião desvendada pelos atos desatados nós...laços
Perceberam que estavam com a musica e ousaram repetir cada nota, cada toque... misturando-se pela noite, pela madrugada,
e os ventos uivaram pela fresta da janela.


Didiu 2013