"A vida é feita de encontros apesar de tantos desencontros." O homem deixa sua marca no tempo e no espaço,ele idealiza, realiza, deixa seu legado. O homem tem o poder da escrita, o poder do discurso, tanto para o bem quão para o mal. O homem é ser dialético. O pensamento é dialético! O homem é o encontro em-si, para-si, para-outrem.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Embriaguez
Vou me embebedar!
Tomarei um bom vinho num balde
Trazerei à tona tudo aquilo que está intrínseco em mim
É necessário desafiar os Deuses mitológicos... os vendavais
Preciso fazer parar chover
Cairá neve!
Congelará tudo
E no final... ao anoitecer...
Dançaremos harmonicamente uma falsa com os nossos requintados e queridos patins.
Didiu 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Mãos Atadas
Mão interrompida ao vento que brincava por longas e delongas horas.
Sem contudo nada de concreto à lhe oferecer
Nem um sorriso ou lágrimas
Então, restara-lhe apenas o mar
... e com a outra mão riscou o céu apontando para o pássaro que voava livre e tranquilo
Este é seu irredutível ritmo
Frenético, pouco em demasiado
Absoluto, firme em glória
A cada passo, ponto...
Um doce beijo no introspecto arrancastes por inúmeras vezes, seduzindo a si mesmo
Violando sem pudor seu tão nobre e amável âmago, paralisando-o sucessivamente.
Mãos atadas ao vento...
CIRCUNSCREVER
Dois copos
Dois corpos
O cigarro está na sacola plástica
Os ventos não são artificiais, apesar dos eficazes e nobres ventiladores
Circunscrevo-me apressado suplicando por momentos que retrocedem-me,
fazendo-me perder por caminhos ainda desconhecidos.
Um verbo sem predicado
Com palavras tecendo teias que me devoram
Dois corpos
Dois copos
Um copo com café e leite ao amanhecer.
Didiu 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
PENSAMENTO
Relativa razão
Um caos suplicando desesperadamente por qualquer alegria contente
Erguendo-se exuberante... construindo caminhos e desconstruindo a si mesmo
à cada esquina de uma metrópole confusa.
Homens e mulheres
Velhos e crianças
Sonhadores...
A juventude esquiva-se, salta, golpeia, luta, reluta.
És o primor da vida
A efervescencia!
Quantos anos tem a vida?
Quanto tempo tem o tempo?
O tempo, é uma criança brincando com seu pequeno e amigo cata ventos catando as horas.
DIDIU 2011
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
NHOQUE
Pois bem!
Era um bom moço sobre um velho tapete que herdara de seu querido avô,
que ele só conhecia atravez das fotos emolduradas que enobreciam a elegante sala de jantar.
E sobre o tapete ele ficava por horas e horas...e sempre descalço. Talvez para canalizar melhor a energia que para ele ali continha.
Sim! Era um bom moço.
Um bom moço com sua bela mocidade. Amigo de todos...amigo pra todas as horas!
Mas aquele tipo de comportamento encucava à todos!
O que passava em sua cabeça para agir daquela forma tão estranha?
Alguns diziam que ele era um "doido varrido". Igualzihno ao seu avô!
"Não batia bem das bielas".
Mas muitos ,pertencentes à família, acreditavam que ele ficava ali prostrado se deliciando não se sabe como, com o cheirinho delicioso do nhoque que só seu querido e simpático avô sabia preparar.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Asas Tortas
Fome... sede
Há uma grande necessidade de devorar letras
Depois cuspi-las!
Letras tortas garranchadas
É preciso arranca-las dos livros
Dos dicionários filosóficos, dos manuscritos
Dos textos sagrados e literários
Ansiedade...desejo
Desejo de beijá-la, de seduzi-la
De conduzi-la ao jardim das delícias
E presenteá-las com pétalas daquela flor que despedacei
Riso... sorriso
Me vesti com sua doce gargalhada
Me despi
Me fiz nu
Atravessei a rua driblando velozes automóveis
Que avançavam os sinais fechados
Então um anjo brotou em mim
Com asas tortas pronto para aniquilar toda a estupidez do mundo.
Didiu 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
ADORÁVEL CADELA

Sem pudor e aos delírios, ela atravessou a rua
cantarolando em sua memória uma música suave com a fragrância de gardenias.
Desvinculada e despreocupada, trazendo o deboche em seu olhar malicioso
ela acenava cordialmente em cumprimento cativando a todos que passavam por ali
Seguia a passos lentos com toda sua indiscutível elegância
a que se orgulhava muito.
Trazia consigo confortavelmente protegida em seus braços uma aparentemente
inofensiva adorável cadela.
Era uma horrível e peluda pequinês com seus afiados e enormes dentes de vampiro que gotejava sangue.
Aquela cadela despudorada fizera mais uma vítima. Mordera a perna de mais um
pacato cidadão que fazia sua habitual caminhada por aquelas redondezas.
DIDIU 2009
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