Quem constrói a sua consciência?
Quem determina suas ações?
Se partimos do pressuposto de que, a felicidade só será alcançada no "reino dos céus", Qual seria então o verdadeiro significado e sentido da vida humana?
Vida terrena: Sagrado x Profano
Eu me reconheço como um ser irreconhecível!
Didiu

Toda flor tem suas pétalas
Bem-me-quer... mal-me-quer...
Toda madrugada tem sua boemia
Carteiros... poetas...
Todo carrossel tem seus cavalos
Crianças sob olhar carinhoso dos pais
Toda lágrima tem seu sorriso.
Didiu

Você acredita em fadas?
Não?
Eu também não
Mas elas existem
Eu conheço uma
Não é nenhuma fada madrinha
Nem tão pouco a sininho
Aquela fadinha da história de Peter Pan
Fadas existem sim
Fada mulher Mulher amada
Beleza indescritível beleza única
É difícil vê-la tê-la
Mas todos precisam manter a fé
Fico de pé
Andando sobre as nuvens
Driblando estrelas
Acordando de um sonho
Ouço sua música
Sinto seu beijo ao som de flautas e violinos
Não vejo o tempo passar.
Didiu 2003
Uma tarde...
Outra tarde...
Ontem x amanhã
Tudo tem nome
Aquela mulher também
Não existe tempo
Inventaram o tempo
Inventaram você
Inventaram-me também
Quem é Maria Carolina?
Uma menina
Mulher que não se vê
A TV elege os padrões de beleza
Maria Carolina assiste TV
TV 14, 20, 29, 32...
TV de plasma,TV em cores, LCD
Preto e branco
Longa-metragem
Curta-metragem
Sessão da tarde
Sessão interativa
E tudo termina ao meio-dia da próxima sexta-feira
Linguagem-precariedade-imagem-estética-beleza.
Didiu
Mulher em negro passeia pelo cais do porto
Porto de embarcações clandestinas
Olhar desatento
Cantarei poemas para tocar-lhe
Tão bela serena morena
Sob qualquer lua quase cheia
Rabisco garranchos
Aponto o horizonte distante
Se poderes mágicos eu tivesse...
Colocaria o amanhecer dentro de uma garrafa e lhe daria de presente
Felicidade é clandestina
No entanto ela deixa a sua marca
Assim como as ondas sobre a areia pálida da praia
Felicidade clandestina deixa sua presença
Deixa saudades...
Carinho
Mas este não clandestino
A melancolia de um menestrel
Tocador de poesias
Um saltimbanco atrapalhado
Que luta contra todos os moinhos de vento.
Didiu
O silêncio em um labirinto
Ouvidos cegos não podem escutá-los
Olhos surdos não conseguem vê-los
O grito é a voz do silêncio
Que se perdeu num súbito encontro com a mais bela sensação de estar diante daquele
que por uma razão talvez metafísica revelasse-me o enigma de mais uma esfinge que ainda atormenta o homem
O homem encontra-se desprotegido
Sua armadura não lhe serve mais
Sua sabedoria caduca
Mal consegue caminhar, apesar do auxilio de sua velha e inseparável bengala
Herança de seu passado promissor.
Didiu 2006
Tive ideias
Ideias fixas!
O antídoto
O emplasto
O riso
O passageiro... efêmero
O sempre nunca é pra sempre
É um coletivo que passa
Estardalhaça
É o que vai
Foi-se
O tempo da dor
O tempo das dores
Sem cores
Desbotadas
Quase abstratas
É o que se repete
E que agora não é mais dor
É FORÇA
Energia potencializada
É o que nos faz perceber que estamos mais que vivos
Dor?
Didiu Dezembro 2008